VIVA – A VIDA É UMA FESTA (COCO)

O filme inspirado no feriado mexicano do Dia dos Mortos, apesar de tratar sobre os mortos, o diretor traz uma suavidade para o tema que encanta a todos que assistem.

Viva – A Vida é uma Festa conta a história de um garoto mexicano que é apaixonado por música, contudo na sua família a música é terminantemente proibida, em razão de um trauma que a sua tataravó sofreu ao ser abandonada por seu marido, pois este queria seguir com a sua paixão a arte, abandonando a sua família.

Miguel, personagem principal, contudo sonha em ser um artista famoso, conto o seu ídolo Ernesto de la Cruz, apesar da sua família esperara que ele siga o negócio da família que é a sapataria.

A história, porém, se complica, quando no Dia dos Mortos, Miguel desafiando a sua família em busca do seu sonho, decide tocar, contudo após várias sucessões de eventos ele termina cruzando a fronteira do mundo dos vivos e do mundo dos mortos, tendo um problema, pois ele precisa voltar até o amanhecer para o mundo dos vivos, ou se não ficará para sempre no mundo dos mortos.

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A maneira como a Pixar conta as histórias é tão empolgante que qualquer pessoa que assista se encanta com a beleza da animação. O filme traz um detalhamento magnífico dos lugares, nos quais Miguel vive, tanto a sua cidade, como o mundo dos Mortos, são retratados de forma belíssima e cativa aos olhos do espectador.

Além de ser visualmente belo, outro ponto que merece destaque são as canções, são composições belas e que foram adaptadas para o português com maestria, apesar de ainda preferir as versões originais em inglês e espanhol.

Dirigido e escrito por Lee Unkrich, conhecido em Toy Story 3 (2010) e Procurando Nemo (2003), Viva – A Vida é uma Festa, foi indicado ao Oscar 2018 nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original, com a música “Remember Me”de Kristen Aderson-Lopez e Robert Lopez, levando a estatueta em ambas as categorias.

Um filme extremamente cativante, que comove e eu recomendo para todas as idades.

Ficha Técnica:

Título Original: Coco

Data de lançamento: 04/01/2018

Duração: 1h45min

Direção: Lee Inkrich, Adrian Molina

OSCARMelhor Animação

OSCARMelhor Canção Original – “Remember Me” – Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez.

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13 REASONS WHY

Série do Netflix que trata sobre um tema bastante delicado, dando ênfase a necessidade de dialogo sobre o bullying e o suicídio. Voltado para o público juvenil, mas que consegue ultrapassar as barreiras dessa faixa etária.

13 Reasons Why nos traz uma leveza na narrativa e apresenta todos os personagens centrais de forma bem completa, tendo pelo menos um capítulo sobre cada um.

A série se passa em uma escola hostil, com alunos bem diferentes um dos outros e com os valentões que é bastante conhecido em filmes, séries e livros; contudo a diferença da série é a intensidade com que é contato tudo o que ocorre na escola e aos seus redores, uma vez que será na perspectiva de Hannah e o seu suicídio.

Hannah deixa gravado em fitas cassetes os “13 motivos” que a levaram a cometer o suicídio, e assim passamos a viver todos os seus medos e agonias, assim como a dos personagens que ela interage, revelando a personalidade de cada um, suas atitudes, e as suas vidas.

A série foca em Clay que aos poucos vai escutando as fitas, e, aparentemente é o que é mais afetado pelas gravações, fazendo com que cada episódio seja uma fita, contando uma história diferente e como cada uma afetou na sua vida o suficiente que a levaram a cometer o suicídio.

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A Netflix nos traz uma série maravilhosa, e apesar de ter sofrido diversas criticas, pois afirmaram que a série poderia levar pessoas a ter o mesmo fim de Hannah; eu particularmente acredito que o suicídio, depressão, tem que ser dialogados de forma mais freqüentes, pois quase nunca se conversa sobre o assunto, contudo está tão presente na vida das pessoas.

Devo dizer, porém, que se tem que ter certa precaução quanto quem está assistindo a série, pois pode trazer tanto boas quanto más influências, depende de quem estiver assistindo.

Polêmicas à parte, as atuações de Katherine Langford como Hannah e Dylan Minnette como Clay, são belíssimas, e o mais impressionante é que como os personagens vão mudando de atitudes no decorrer da série, você também vai mudando o seu sentimento e a sua percepção por eles.

Eu simplesmente amei a série e recomendo que todos assistam, com exceção das pessoas que já tem sinais de depressão, eu realmente não recomendo assistir, pois pode ser que seja uma série bastante pesada, que pode inclusive estimular o suicídio se você já tiver isso em mente.

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E a segunda temporada estréia no dia 18/05/2018, já estamos ansiosos!!

MY SISTER’S KEEPER

O livro que deu origem ao filme Uma Prova de Amor.

 

Eu não tive a iniciativa de ler esse livro em si, nunca tinha visto o filme, até que foi passado como leitura em minha aula de inglês, há um bom tempo, e eu simplesmente me apaixonei.

O livro nos trás a história de Kate que aos 02 anos de idade foi diagnosticada com um tipo de leucemia rara e de cura pouco provável, ela é a filha mais nova do casal Brian e Sara que ainda tem o menino Jesse.

Ocorre que para tentar uma cura da sua filha o casal precisa encontrar um doador de medula compatível, contudo o único irmão de Kate, sendo assim os pais com receio de ficarem eternamente na lista de espera a procura de um doador compatível, seguindo orientações médicas, decidem ter outro filho geneticamente compatível com Kate, com o intuito de garantir que ela tenha um doador.

Anna então nasce com esse propósito de ser doadora de Kate, contudo com o passar dos anos ela se torna doadora de Kate em tudo que ela precisa, desde o cordão umbilical até um transplante de rins. E é nesse ponto que o livro começa.

Kate possui pontos altos e baixos em sua vida, em razão da sua doença, e Anna serve como um banco de células extremamente compatíveis com ela; contudo Anna não aguenta mais passar por todos esses procedimentos e aos 13 anos de idade procura um advogado para entrar com um processo contra os pais, reivindicando emancipação médica e o direito de poder escolher o que fazer com o seu corpo.

O livro então se desenvolverá a partir do ingresso do processo e com lembranças dos passados de cada um dos personagens.

“Don’t mess with the system, Anna” he says bitterly. “We’ve all got our scripts down pat. Kate plays the Martyr. I’m the Lost Cause. And you’re the Peacekeeper”.

He thinks he knows me, but that goes both ways – and when it comes to friction, Jesse is an addict. I look right at him. “Says who?”

Página 17. Tradução Livre no próximo bloco de citação.

 

Eu adorei o fato de que o livro mostra a perspectiva de vários personagens sobre o assunto, e não apenas de Anna ou de Kate, mas sim traz a visão dos pais do irmão, do advogado, entre outros, com o intuito de demonstrar os motivos de que cada um toma as suas atitudes.

A autora consegue passar as emoções dos personagens de forma belíssima, inclusive de uma forma impressionante o fato os procedimentos que Anna passa desde a infância, sofrendo com as agulhas e diversas internações, para poder doar para Kate tudo o que ela precisasse.

Temo ainda Jesse, o irmão que não pode salvar Kate e por isso torna-se um garoto problemático, além do cotidiano dos pais que lutam para manterem um bom relacionamento com os filhos e manter Kate viva.

“Não mexa com o sistema, Anna”, ele diz amargamente. “Todos nós temos nossos scripts no papel. Kate interpreta o Mártir. Eu sou a Causa Perdida. E você é a Pacificadora”.

Ele acha que me conhece, mas isso acontece nos dois sentidos – e quando se trata de atrito, Jesse é um viciado. Eu olho diretamente para ele. “Quem disse?”

Tradução Livre. Página 17

O livro não fala apenas da menina que lutou contra o câncer ou a mãe que tinha um amor cego por sua família, mas sim dos dilemas familiares; até onde você iria para proteger as pessoas que ama?

Os personagens são tão humanos e reais, com tantas falhas e belezas, eu acredito que isso fez eu me encantar pelo livro, além da história.

Recomendo bastante o livro, em português o nome do livro é “A guardiã da minha irmã” e o filme “Uma prova de amor”.

checkDesafio n. 40 – Um livro com tema polêmico

Ficha Técnica do livro que li, que é o mesmo da foto:

Autora: Jodi Picoult

Editora: Pocket Books Fiction

Páginas: 500

Edição Junho 2009

THE HUNTING GROUND

The Hunting Ground é um documentário que retrata os frequentes abusos sexuais que ocorrem nas Universidades Americanas e como há poucas providências para solucionar uma prática que está se tornando uma verdadeira epidemia no país.

 

É um sonho para um adolescente americano ser aceito nas Universidades, principalmente Harvard e outras bastantes conhecidas, e é assim que começa o documentário, retratando a alegria dos jovens quando sabem que foram aceitos na Universidade, esse verdadeiro conto de fadas, contudo nem sempre a história é feliz.

Apesar da alegria de ingressar em uma Universidade há casos constantes de estupros que não são divulgados para não manchar com o nome da faculdade e pouco combatidos pelos administradores, tendo em vista que muito dos agressores possuem carreiras promissoras, como é retratado o caso de um estudante que estuprou uma estudante, contudo tendo em vista que iria assinar com um clube grande, ele não foi devidamente investigado.

As vítimas que tentam comunicar a administração das Universidades são rechaçadas, ignoradas e diminuídas, sendo obrigadas a continuar o curso na faculdade convivendo diariamente com o seu agressor, vendo-o se livrar de um crime impunemente.

O documentário vai retratar a história de vítimas que decidem agir e tomar atitudes diferentes, para que o que aconteceu com elas pare e não se prospere para as próximas gerações como está ocorrendo, tendo em vista que não há nenhuma punição.

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Duas mulheres se juntam, Annie e Andrea, em razão de ambas terem sido violentadas no próprio campus da Universidade e assim vão descobrindo diversos relatos de garotas que passaram pela mesma situação que elas, e montam um verdadeiro grupo de suporte, aconselhando as vítimas e dando todo o suporte possível.

O documentário, juntamente com relato de várias vítimas, traz ainda, estatísticas de denúncias nas universidades e reportagens nos principais telejornais americanos sobre o assunto, mostrando como é frequente os casos de abusos sexuais.

The Hunting Ground foi particularmente difícil de assistir, pois não tem como você não se emocionar com os relatos das vítimas, e a dramatização que o documentário faz, para que o espectador tenha conhecimento do que realmente aconteceu.

O documentário possui uma linguagem simples e acessível para qualquer um que queira assistir, apontam as principais causas que contribuem para perpetrar o comportamento dos agressores, e demonstram como apesar de haver tantos relatos de estupros, há poucos casos de expulsões e condenações beirando a zero.

Além de mostrar a história da vítima, o documentário ainda mostra a decisão que cada uma toma após os casos de estupros acontecerem.

Eu gostei bastante do documentário e recomendo que todos assistam, pois apesar de ser emocionalmente difícil de assistir é necessário, pois precisamos falar sobre o assunto, e pensar como alguém pode deixar isso continuar a acontecer e não fazer nada?

O documentário foi indicado ao OSCAR 2016 na categoria melhor canção original com Lady Gaga com a música “Till it happens to you” e levou o Emmy na mesma categoria.

Não achei o trailer em português, mas ele está disponível no netflix e tem o trailer em inglês no youtube.

Ficha Técnica:

Ano: 2015

Duração: 1h43min

Direção: Kirby Dick

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Documentário

MEU NOME É RAY

Ray é biologicamente uma mulher, mas não se identifica com o seu gênero e se prepara para fazer a cirurgia de transgenitalização, enquanto sua mãe e sua avó homossexual tentam encontrar maneiras de lidar com a questão.

Meu Nome é Ray conta a história de um menino que nasceu no corpo de uma menina e deseja fazer as mudanças necessárias para se identificar com o gênero que se enxerga.

O adolescente de 16 anos que nasceu com o corpo de mulher e com nome de Ramona deseja ansiosamente modificar o seu gênero e passar a ser Ray, contudo para realização da cirurgia ele precisa da autorização da mãe e do pai, que foi ausente a sua vida inteira e constituiu uma nova família.

A mãe de Ray, apesar de não ter um dos melhores relacionamentos com o seu filho, em razão dos conflitos comuns da adolescência, tenta estar presente e apoiá-lo, enquanto que sua avó apesar de se intitular uma pessoa liberal, não consegue vislumbrar a questão da mudança de gênero do seu neto, pois acredita que isso seria uma verdadeira mutilação ao seu corpo, vendo-o como uma menina lésbica e não um transgênero.

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A avó é a personagem que provavelmente traz o maior tom de comédia para esse filme, sendo contraditória e fazendo comentários inadequados, durante toda a narrativa.

O filme ainda passou por uma polêmica, uma vez que muitos espectadores afirmaram que poderia-se ter usado um ator transgênero para o papel, garantindo uma maior visibilidade, contudo em defesa de Ellie Fanning, muitos afirmam que seria difícil utilizar um ator transgênero, pois o filme mostra Ray ainda com o corpo feminino e que deseja realizar a mudança.

Polêmicas a parte, ao ler a sinopse do filme eu acreditei que ia adentrar mais na questão do transgênero, contudo mostra essa questão muito superficialmente, tratando principalmente dos relacionamentos familiares, desviando um pouco do foco da narrativa.

O filme por assim dizer desperdiça atrizes excelentes e um tema bastante atual e que necessita ser discutido, com um roteiro raso, uma direção que faz com que você se perca no filme sem entender o porque de certas cenas estarem ali.

Meu Nome é Ray não comove e nem empolga, em razão da superficialidade com que o tema é tratado, contudo acredito que vale a pena assistir, pois ao menos o filme tenta trazer a tona um tema que a sociedade insiste por ignorar.

Ficha Técnica:

Nome Original: About Ray

Ano: 2015

Duração: 1h33min

Direção: Gaby Dellal

Classificação Indicativa: 14 anos

Gêneros: Drama, Comédia.

Lion: Uma Jornada para Casa

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de um garoto indiano que se perdeu da sua família, enfrentou vários desafios e foi adotado por um casal da Austrália, contudo após 25 anos ele sai em busca da sua família de origem.

 

O filme conta a história de Saroo Brierley que em 1986, quando tinha apenas 05 anos de idade se perdeu do seu irmão Guddu em uma estação de trem, e foi parar mais de 1.500km adiante da sua cidade natal, indo para a barulhenta e caótica cidade de Calcutá.

Como não tinha ideia de como fazia para retornar para a sua família, Saroo passa por várias situações perigosas, de cortar o coração, contudo como era bastante esperto conseguiu escapar da situação de rua e foi adotado por um casal australiano, passando a ter uma vida tranquila e por um certo momento chega a esquecer um pouco de tudo que passou.

Ocorre que mais de 20 anos depois, Saroo decide ir atrás do seu irmão e da sua família biológica, fazendo com esse se torne o seu objetivo de vida, virando uma verdadeira obsessão.

Lion concorreu ao Oscar 2017 nas categorias de melhor filme, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora, ator e atriz coadjuvante, com Dev Patel, bastante conhecido pela atuação no filme quem quer ser um milionário? e Nicole Kidman, já bastante conhecida no meio artístico.

Saroo é interpretado na infância pelo ator mirim Sunny Pawar e encanta a qualquer um que assiste, demonstrando um talento e um dom maravilhoso para atuação, já na fase adulta Saroo é intepretado por Dev Patel trazendo um lado mais emotivo, junto dos pais adotivos interpretados por Nicole Kidman e David Wenham.

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O filme conta uma história que comove a qualquer um que assiste trazendo de forma bastante expressiva a vulnerabilidade da infância, passando por questões de identidade cultural que o personagem principal busca.

Além da interpretação destaca-se a fotografia do filme que apresenta as favelas indianas e a costa australiana, de uma forma belíssima sem preconceito, demonstrando os dois mundos em que Saroo viveu.

Lion conta uma história emocionante sobre a busca de um jovem sobre as suas origens, ligações afetivas e de sangue. Um drama bastante denso que passa uma boa parte do filme mostrando todos os percalços que Saroo passou para sobreviver, após se perder da sua família.

O filme é muito bonito, apesar de ser um pouco clichê em certas cenas, porém vale muito a pena assistir pela história que cativa o espectador, atuação dos atores e a fotografia que despensa comentários.

 

Ficha Técnica:

Nome Original: Lion

Ano: 2016

Duração: 1h58min

Direção: Garth Davis

Classificação Indicativa: 12 anos

Gêneros: Drama, Biografia

Indicado ao Oscar 2017 nas Categorias: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado (Luke Davis), Melhor Fotografia (Greig Fraser), Melhor Trilha Sonora (Dustin O’Halloran e Hauschka), Melhor Ator Coadjuvante (Dev Patel) e Melhor Atriz Coadjuvante (Nicole Kidman).

A FORMA DA ÁGUA

A Forma da Água conta uma história de amor adulta, através de uma fábula sobre o amor entre dois personagens incompreendidos e marginalizados, sugerindo que o amor cruza e quebra as barreiras do preconceito.

O filme se passa na época da Guerra Fria, década de 60, no qual em um laboratório secreto dos Estados Unidos, onde trabalham a muda Eliza, interpretada belissimamente por Sally Hawkins, e a sua colega Zelda, interpretada por Octavia Spencer como zeladoras.

No laboratório Eliza conhece uma criatura fantástica mantida presa no local, e com o passar do tempo vai se afeiçoando a ela, contudo a vida desse “monstro” corre perigo quando o laboratório decidem usá-lo como cobaia na corrida espacial, fazendo com que Eliza elabore um plano para salvá-lo, com ajuda de Zelda e do seu amigo e vizinho Giles (Richard Jenkins).

Guillermo del Toro traz a perspectiva para o espectador que devemos aceitar as diferenças de uma maestria que só ele poderia trazer ao filme, com uma criatura que é sua verdadeira característica, como ocorre em Labirinto do Fauno.

Ele traz um filme que mostra a verdadeira essência do cinema, no qual os personagens principais não precisam falar para passar o sentimento, apenas com atuações maravilhosas e uma trilha sonora espetacular, garantindo-se como vencedor na categoria de Melhor Diretor no Oscar 2018.

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A trilha sonora do filme é encantadora, sendo extremamente importante no filme, tendo em vista que os personagens principais são mudos e que Eliza e Giles são fãs de musicias, fazendo com que concorresse ao Oscar nas categorias de Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e ganhado na categoria Melhor Trilha Sonora Original.

Tudo no filme é maravilhoso, os cenários são muito bonitos e nos faz querer entrar no filme para visitar o set. Adentrando na mente do diretor que ainda junto de Vanessa Taylor são responsáveis pelo roteiro do filme, e que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Roteiro Original.

A forma da água é um filme que desenvolve seus personagens, de forma tranqüila e cativante, levando o espectador a entrar no mundo particular de cada personagem, contando-se uma linda história de amor.

Não poderia deixar de falar nas atrizes que foram maravilhosas em suas atuações.

Octavia Spencer que eu particularmente adoro e sou fã, e sempre me rende boas risadas, apesar de eu ser uma pessoa que sou muito difícil de rir com filmes, interpreta Zelda de uma forma maravilhosa, leve, engraçada e com uma atuação carismática e cativante, tendo concorrido ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Sally Hawkins, que já tinha sido indicado ao Oscar pela atuação em Blue Jasmine, nos traz acredito que um dos melhores desempenhos da sua carreira, com uma performance sem falas, apenas interpreta com as suas expressões faciais e através da linguagem de sinais, impressionando a qualquer pessoa que assista ao filme; tendo sido indicada na categoria de Melhor Atriz no Oscar.

O filme do cineasta mexicano Guillermo del Toro liderou a lista de nomeação ao Oscar 2018, com impressionantes 13 indicações, levando a estatueta em 05 categorias.

É um filme belíssimo que eu recomendo para todos que me perguntam se o filme é bom. Simplesmente maravilhoso e fantástico, surpreendendo o espectador a cada minuto com a sua maestria.

Ficha Técnica:

Nome Original: The Shape of Water

Ano: 2017

Duração: 2h 03min

Direção Guillermo del Toro

Gêneros: Fantasia, Drama, Romance

Indicado ao Oscar nas Categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Design de Produção.

Levou a estatueta do Oscar nas Categorias:

OSCARMelhor Filme

OSCARMelhor Direção

OSCARMelhor Roteiro Adaptado

OSCARMelhor Trilha Sonora Original

OSCARMelhor Design de Produção